10 de set. de 2011

Magic English - Let's Travel 18

Magic English - The Sea 17

Magic English - The Forest 16

Magic English - Cooking 15

Magic English - Party Time 14

Magic English - My Body 13

Magic English - At Home 12

Magic English - Numbers 11

Magic English - Let's Play 10

Magic English - Night and Day 9

Magic English - Tick Tock Time 8

Magic English - Happy Birthday 7

Magic English - It's Delicious 6

Magic English - Animals Friends 5

Magic English - Happy Houses 4

Magic English - Friends 3

Magic English - Family 2

Magic English - Hello 1

Stairway to Heaven - Led Zeppelin

Wind of change - Scorpions

How do you do - Roxette

Hey You - Pink Floyd

Período composto por subordinação - orações subordinadas substantivas

Oração Subordinada Substantiva – A oração substantiva exerce uma das funções sintáticas próprias do substantivo.  São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)

1) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal.

Ex. É necessário que façamos nossos deveres.
verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex.:Convém que façamos nossos deveres.
verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.

Verbo unipessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, suceder, acontecer

 Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.
verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.

Nota: observe que na oração subordinada substantiva subjetiva o verbo da oração principal estará sempre na terceira pessoa do singular, e a oração principal não terá sujeito nela mesma, já que o sujeito dela é a oração subordinada.

2) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.
(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.

3) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.
(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex. Necessitávamos  de que trouxessem as provas..

4) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.
(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.
Ex. Tenho necessidade de que todos se esforcem.

5) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.
oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.

6) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.
(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.
 Ex. A verdade é que ele não compareceu.

Período composto por subordinação - orações subordinadas adverbiais

Oração subordinada adverbial – São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa adverbial:

1) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.
Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.
Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.

2) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido
Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.
Ex. Paulinho era mais esforçado que o irmão(era).

3) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.
Conjunções: embora, conquanto, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.
Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.

4) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.
Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.
Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.

5) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.
Conjunções: como, conforme, segundo.
Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.

6) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência.
Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.
Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.

7) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.
Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.
Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.

8) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.
Conjunções: a fim de que, para que, porque.
Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.

9) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.
Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.
À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.

Período composto por subordinação - orações subordinadas adjetivas

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO


Oração subordinada adjetivaÉ aquela que exerce a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.
Observe:       Ele é um aluno estudioso. ] adjunto adnominal
                        Ele é um aluno  /   que estuda.
   Oração principal                  oração subordinada adjetiva

        A oração subordinada adjetiva é introduzida por um pronome relativo (que, qual, cujo, quem etc.)

A oração adjetiva pode ser:

- Restritiva – quando restringe ou especifica o sentido da palavra a que se refere, à qual se liga sem marcação de pausa.
Ex.: A plateia aplaudiu o cantor que foi premiado.
        Oração principal                   oração subordinada adjetiva   Restritiva

- Explicativa – quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem restringi-lo ou especificá-lo. Na leitura há uma pausa entre o pronome relativo e seu antecedente; essa pausa é representada, na escrita, por uma vírgula.
Ex.: Esses alunos, que estão na 8ª série, vão representar o colégio.
Esses alunos vão representar o colégio. [ oração principal
que estão na 8ª série [ oração subordinada adjetiva explicativa

Período composto por coordenação - orações coordenadas

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO




Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.

Coordenadas Assindéticas – São orações coordenadas entre si, mas não são ligadas através de nenhuma conjunção.  Estão apenas justapostas.
 Ex.:Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.

Coordenadas Sindéticas – Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si e ligadas através de uma conjunção coordenativa.
As orações coordenadas  sindéticas são classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas (conforme a conjunção coordenativa que estiver presente na oração).
 Exemplos:
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas
 Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
 Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas
 Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
 Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas
Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
 Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas
 Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
Concluí o meu projeto, logo posso descansar.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas
Só passei na  prova porque me esforcei por muito tempo.
Saia cedo, pois o trânsito está intenso.

Frase, oração, período

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO


Frase – Dá-se o nome de frase a um enunciado de sentido completo. A frase pode ser formada:
a) apenas por uma palavra: Ex.: Silêncio! / Atenção!
b) por várias palavras: Ex.: Bom dia! / Ele chegou!

 A frase pode ou não se organizar em torno de um verbo.

Oração – É a frase construída em torno de um verbo ou locução verbal. Ex.: Saímos ontem à noite.

Período – É a frase constituída por uma ou mais orações. Pode ser:
a) Período simples – possui uma única oração que é chamada  de oração absoluta. Ex.: Eu irei à praia.

b) Período Composto – é constituído por mais de uma oração. Ex.: Raspou / achou / ganhou.

Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação ou uma relação de subordinação.





Concordância Verbal

Concordância Verbal


Regra Geral
O verbo concorda com o sujeito em pessoa e número.
Ex.: Os ingleses desembarcaram nas Malvinas.

Sujeito composto anteposto


-     O verbo vai para o plural.  Ex.: A mão-de-obra e o material subiram de preço.

     -     O verbo fica no singular, quando os núcleos vierem resumidos por tudo, nada, alguém, ninguém, cada um. Ex.: O horário, o clima, o local, nada nos favorecia.

    -    O verbo poderá ficar no singular ou no plural, quando os núcleos forem sinônimos ou se dispuserem em sequência gradativa. 
Ex.: Medo e temor nos acompanha sempre.      
       Medo e temor nos acompanham sempre.  
      Uma brisa, um vento, o maior furacão não os inquietava.               
      Uma brisa, um vento, o maior furacão não os inquietavam.

Sujeito composto de pessoas diferentes

O verbo vai para o plural na pessoa gramatical de número mais baixo:
1ª e 2ª – o verbo vai para o plural na 1ª.
2ª e 3ª – o verbo vai para o plural na 2ª.
1ª e 3ª – o verbo vai para o plural na 1ª.

Exemplo: Eu, tu e ele sairemos agora.

Observação: Quando o sujeito é constituído pelo pronome tu mais um elemento de terceira pessoa, o verbo pode ir tanto para a segunda pessoal do plural quanto para a terceira. Ex.: Deus e tu são testemunhas. Deus e tu sois testemunhas.

Sujeito composto posposto

O verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo.
Ex.: Passarão o céu e a terra. / Passará o céu e a terra.

Verbo apassivado pelo pronome se

O verbo apassivado pelo pronome se concorda com o seu sujeito. Ex.: Discutiu-se o plano. / Discutiram-se os planos.

Verbo acompanhado do pronome se índice de indeterminação do sujeito

Quando a indeterminação do sujeito é marcada pelo pronome se, o verbo fica necessariamente na terceira pessoal do singular.

Exemplo:  Assistiu-se à demonstração de força.

Verbos dar, bater e soar

Os verbos dar, bater e soar, na indicação de horas, concordam com o número de horas, que normalmente é o sujeito nessa situação. Ex.: Deu uma hora.  /  Deram duas horas.

Observação: Se o sujeito não for o número das horas, não vale a regra acima. Tais verbos podem ter outros sujeitos com os quais devem concordar. Ex.: O relógio deu duas horas.

Sujeito coletivo

     -  O verbo fica no singular, quando o sujeito é constituído por um coletivo no singular. Ex.: O bando esquadrinhava a cidade deserta.

      -  O verbo pode ficar no singular ou no plural, quando vier distanciado do coletivo ou quando o coletivo, anteposto ao verbo, vier seguido de um adjunto adnominal no plural. Ex.: O povo, apesar de toda a insistência e ousadia, não conseguiu evitar a catástrofe. O povo, apesar de toda a insistência e ousadia, não conseguiram evitar a catástrofe.                                                     A multidão dos peregrinos caminhava lentamente.                                                                           A multidão dos peregrinos caminhavam lentamente.

Observação: Incluem-se no item b expressões do tipo: grande parte de ... , a maioria de ..., uma porção de ...
Ex.: A maior parte dos recursos se esgotou.
        A maior parte dos recursos se esgotaram.


Sujeito formado por nomes próprios que só têm plural

-     Se tais nomes não vierem precedidos de artigo, o verbo fica no singular. Ex.: Vassouras fica no Estado do Rio.

-     Se tais nomes vierem precedidos de artigo, o verbo concorda com o artigo. Ex.: Os Andes percorrem a América do Sul.


Observação: Se tais nomes próprios forem títulos de obras, pode ocorrer o plural ou o singular.
Exemplo:     Os Sertões glorificou nossa literatura.
                      Os Sertões glorificaram nossa literatura.

Embora precedido de artigo, o verbo pode ficar no singular, por efeito de uma concordância feita com um termo implícito: (a obra) Os Lusíadas ou (o poema) Os Lusíadas

Sujeito constituído pelo pronome relativo que

Quando o sujeito de um verbo for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente deste pronome.
Ex.:  Fui eu que prometi.
        Foste tu que prometeste.

Sujeito constituído pelo pronome relativo quem

Quando o sujeito de um verbo for o pronome relativo quem, há duas construções:

  -     O verbo fica na terceira pessoa do singular, concordando regularmente com o sujeito (quem). Ex.: Fui eu quem falou.

  -     O verbo concorda com o antecedente. Ex.: Fui eu quem falei.


Sujeito constituído por pronomes de tratamento

Quando o sujeito é formado por pronomes de tratamento, o verbo vai sempre para a terceira pessoa (singular ou plural). Ex.: Vossas Excelências se enganaram.

Sujeito oracional

Quando o sujeito é constituído por oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular. Ex.: Não adianta discutir esses problemas.

Expressões mais de / menos de

Quando o sujeito for constituído das expressões mais de, menos de, o verbo concorda com o numeral que segue. Ex.: Mais de um aluno saiu. Mais de dois alunos saíram. Menos de dois casos ocorreram.

Observação: Com a expressão mais de um pode ocorrer o plural em duas situações:

-   quando o verbo dá ideia de ação recíproca. Exemplo: Mais de um veículo se entrechocaram.
-   quando a expressão mais de um vem repetida. Exemplo: Mais de um padre, mais de um bispo estavam presentes.


Núcleos ligados por ou

Há duas construções basicamente:

 se o ou cria uma relação de exclusividade, o verbo fica no singular. Exemplo: Pedro ou Paulo será eleito papa.
-   Se o ou não cria relação de exclusividade, o verbo vai para o plural. Exemplo: Matemática ou Física exigem um raciocínio bem formado.

Observação 1: Se o ou tem caráter explicativo ou corretivo, o verbo fica no singular.
Ex.: Um ministro, ou um rei, enquanto homem sofre tanto quanto um súdito.

Observação 2: Quando a partícula ou liga núcleos de pessoas diferentes, por regra, o verbo concorda com  o núcleo mais próximo.
Ex.: Ou eu ou ele irá.  /  Ou ele ou eu irei.

Expressões quais de vós / quantos de nós ...

Quando o sujeito é formado por um pronome indefinido (ou interrogativo) no plural (quais, quantos, alguns ...) seguido de um pronome pessoal preposicionado (de nós, de vós), há possibilidade de duas construções:

-    O verbo vai para a terceira pessoa do plural, concordando com o pronome indefinido ou interrogativo. Exemplo: Alguns de nós partiram. (concordando com alguns)
-    O verbo concorda com o pronome pessoal (nós ou vós) que se segue ao indefinido (ou interrogativo). Exemplo: Alguns de nós partimos.

Observação: Quando o pronome interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo fica, necessariamente, na terceira pessoa do singular.
Exemplos:        Algum de nós falhou?
                       Qual de nós sairá?

Expressões um dos que / uma das que

Quando o sujeito de um verbo for o pronome relativo que, nas expressões um dos que, uma das que, o verbo vai para o plural (construção dominante), ou fica no singular.
Exemplo:       Ele foi um dos que mais falaram.
                     Ele foi um dos que mais falou.
Expressões um e outro  /   nem um nem outro

Quando o sujeito é formado pelas expressões um e outro, nem um nem outro, o verbo concorda no singular ou no plural.
Ex.:      Nem um nem outro concordou.
            Nem um nem outro concordaram.

Observação 1: O substantivo que segue a essas expressões deve ficar no singular.                             
Exemplo: Uma e outra coisa me atrai.

Observação 2: Quando núcleo de pessoas diferentes vêm ligados por nem, o mais usual é o verbo no plural, na pessoa gramatical prioritária.
Exemplo: Nem eu nem ele faltamos com a palavra.

Concordância siléptica ou silepse

Ocorre quando o verbo deixa de concordar com o sujeito expresso na frase para concordar com um elemento implícito na mente de quem fala.
Ex.: Os brasileiros somos improvisadores. (O verbo está concordando com nós – implícito.)

Verbo parecer seguido de infinitivo

O verbo parecer, seguido de infinitivo, admite duas construções:

-  flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo. Exemplo: Os montes parecem cair.


flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo parecer. Exemplo: Os montes parece caírem.

Haja vista / hajam vista
Com a expressão haja vista podem ocorrer várias construções:

-    a expressão fica invariável, seguida ou não da preposição a. Ex.: Haja vista os últimos acontecimentos.  /  Haja vista aos últimos acontecimentos.
-       pode variar o verbo haver se a expressão não vier seguida da preposição a. Ex.: Hajam vista os últimos acontecimentos.

Observação: Note-se que vista, nesses casos, fica sempre invariável.

Verbos impessoais
Os verbos impessoais ficam sempre na terceira pessoa do singular.
Exemplos:             Haverá sóis mais brilhantes.
                                Fará invernos rigorosos.

Também não se flexiona o verbo auxiliar que se põe junto a um verbo impessoal, formando uma locução verbal.
Exemplos:       Deverá fazer umas cinco horas.
                      Costuma haver casos mais significativos.
                      Poderá fazer invernos menos rigorosos.

Observação 1: O verbo haver no sentido de existir e o verbo fazer na indicação de tempo transcorrido ou fenômeno da natureza são impessoais.

Observação 2: O verbo existir nunca é impessoal: tem sempre sujeito com o qual concorda normalmente. Ex.: Existirão dúvidas. / Poderão existir dúvidas.

Observação 3: Quando o verbo haver funciona como auxiliar de outro verbo, deve concordar normalmente com o respectivo sujeito. Ex.: Os convidados já haviam saído.

Concordância especial do verbo ser

A concordância do verbo ser oscila frequentemente entre o sujeito e o predicativo.  Entre tantos casos, podemos ressaltar:

-    quando o sujeito e o predicativo são nomes de coisa e pertencem a números diferentes, o verbo concorda, de preferência, com o que está no plural. Ex.: Tua vida são essas ilusões. / Essas vaidades são o seu segredo.

Observação:  Nesse caso, muitas vezes, faz-se a concordância com o elemento a que se quer dar destaque. Ex.: O mundo é ilusões.

-      Quando um dos dois (predicativo ou sujeito) é nome de pessoa, a concordância se faz com a pessoa. Ex.: Você é suas decisões. / Seu orgulho eram os velhinhos.
-       O verbo concorda com o pronome pessoal, seja este sujeito, seja predicativo. Ex.:                         O professor sou eu. / Eu sou o professor.
-     Nas indicações de hora, dia e distância o verbo ser, impessoal, concorda com o predicativo. Ex.: É uma hora. / É uma légua. / É primeiro de maio. / São duas horas. / São duas léguas. / São quinze de maio.
-     Nas expressões indicativas de quantidade (do tipo: é muito, é pouco, é bastante) o verbo ser fica invariável. Ex.: Quinze quilos é pouco. / Três quilômetros é suficiente. / Dois cruzeiros é bastante. 

Concordância Nominal

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Regra Geral: o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam em gênero e número com o nome a que se referem.
Aqueles dois meninos estudiosos leram os livros antigos.

Um único adjetivo referindo-se a mais de um substantivo:

 o adjetivo vem antes dos substantivos a que se refere:

Quando o adjetivo vier anteposto aos substantivos a que se refere, deverá concordar com o substantivo mais próximo.

Escolheste má hora e lugar.
                  
Escolheste mau lugar e hora.
                         
OBS.:
1   Quando  o adjetivo  anteposto funciona  como
Predicativo (do sujeito ou do objeto), poderá concordar com o substantivo mais próximo (conforme a regra), ou ir para o plural.
Estava calmo o aluno e a aluna.      OU
Estavam calmos o aluno e a aluna.

2  Se o adjetivo anteposto referir-se a nomes próprios, o plural será obrigatório.
As simpáticas Cíntia e Valéria são irmãs.

 o adjetivo vem  depois  dos substantivos:

Há duas opções de concordância:

1. o adjetivo concorda com o substantivo mais próximo.
Encontramos um jovem e um homem preocupado.

2. o adjetivo vai para o plural, concordando com todos os substantivos.
Encontramos um jovem e um homem preocupados.

Evidentemente,  o adjetivo concordará apenas com o último substantivo se apenas ele estiver sendo qualificado.
Comeu peixe e laranja madura.
Da janela avistava sol e mar azul.

Quando se opta pela concordância no plural, é preciso levar em conta que, se pelo menos um dos substantivos for masculino, o adjetivo irá para o masculino plural.
Encontramos uma jovem e um homem preocupados.

OBS.: Se o adjetivo posposto aos substantivos funcionar como predicativo, o plural será obrigatório.
O aluno e a aluna estão reprovados.

Um único substantivo determinado por mais de um adjetivo:

Há duas construções possíveis:

Estudava os idiomas francês, inglês e italiano.
Estudava o idioma francês, o inglês e o italiano.

Note que, quando se coloca o substantivo no plural, não se usa artigo antes dos adjetivos. Se, no entanto, o substantivo estiver no singular, será obrigatório o uso do artigo a partir do segundo adjetivo.

É bom / é necessário / é proibido
As expressões formadas de verbo ser mais um adjetivo (é bom, é necessário, é proibido) não variam.
Cerveja é bom.
Água mineral é necessário.
Bebida alcoólica é proibido para menores.
É proibido entrada de estranhos.

Entretanto, se o sujeito vier antecipado de artigo (ou equivalente),  a concordância será obrigatória.
A cerveja é boa.
A água mineral é necessária.
A bebida alcoólica é proibida para menores.
É proibida a entrada de estranhos.

Anexo / incluso
Anexo e incluso são palavras adjetivas; devem, portanto, concordar com o nome a que se referem.

Segue anexo o livro.
Seguem anexos os livros.
Segue anexa a fotografia.
Seguem anexas as fotografias.
Vai incluso o documento.
Vão inclusos os documentos.
Vai inclusa a procuração.
Vão inclusas as procurações.

OBS.: A expressão em anexo fica invariável.
Segue em anexo a fotografia.
Seguem em anexo as fotografias.

Incluem-se nesta regra as seguintes palavras: mesmo, próprio, obrigado, agradecido, grato, apenso, quite, leso.
Ele mesmo falou: obrigado.
Ela mesma falou: obrigada.
Ele próprio disse: agradecido.
Ela própria disse: agradecida.
Eles próprios resolveram as mesmas questões.
O menino ficou grato.
A menina ficou grata.
Os meninos ficaram gratos.
As meninas ficaram gratas.
O documento está apenso aos autos.
A duplicata está apensa aos autos.
O aluno está quite com o serviço militar.
Os alunos estão quites com o serviço militar.
Cometeram crime de leso-patriotismo.
Cometeram crime de lesa-soberania.

Menos / alerta / pseudo
As palavras menos, alerta e o prefixo pseudo são sempre invariáveis.
Havia menos alunos na sala.
Havia menos alunas na sala.
O rapaz ficou alerta.
Os rapazes ficaram alerta.
Era um pseudoprofessor.
Era uma pseudoprofessora.

Bastante / bastantes
Bastante pode funcionar como palavra adjetiva ou como advérbio. Quando palavra adjetiva (estará ligado a um substantivo), concordará normalmente com o substantivo a que se refere. Quando advérbio (estará ligado a um verbo, adjetivo ou advérbio), nunca varia.

Adjetivo 
Bastantes pessoas compareceram à reunião.
Havia bastantes razões para ele comparecer.
As provisões foram bastantes para as férias.

Advérbio
Elas falam bastante.
Elas são bastante simpáticas.
Elas chegaram bastante cedo.

Nesta regra, podemos incluir ainda as seguintes palavras: meio, muito, pouco, caro, barato, longe.

Adjetivo ou Pronome Adjetivo
Tomou meio litro de vinho.
Tomou meia garrafa de cerveja.
É meio-dia e meia (hora).
Muitos alunos compareceram à formatura.
Poucas pessoas assistiram ao jogo.
Os sapatos eram caros.
A mercadoria é barata.
Andei longes caminhos e longes terras.

Advérbio
Ela é meio louca.
A porta estava meio aberta.
Ela anda meio aborrecida.
Os alunos estudaram muito.
Eles gastaram pouco.
Aqueles sapatos custaram caro.
Aquelas mercadorias custaram barato.
Elas moram longe.

Pronomes  de Tratamento
Os pronomes de tratamento concordam sempre em terceira pessoa.
Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
Vossa Alteza conhece muito bem os seus inimigos.

OBS.: Um adjetivo referente a um pronome de tratamento concordará com o sexo da pessoa representada por este pronome.
Vossa Majestade está preocupado. (o rei)
Vossa Majestade está preocupada. (a rainha)

Só / sós
A palavra , quando for um adjetivo (equivale a sozinho), concorda normalmente com o nome a que se refere. Quando for um advérbio (equivale a somente) naturalmente não será variável.

Adjetivo
Ela ficou só.
Elas ficaram sós.

Advérbio
Depois da batalha só restaram cinzas.
Os artistas só esperam ter seu talento reconhecido.

OBS.:  A locução a sós é invariável.
Gostaria de ficar a sós com você.
Eles precisam conversar a sós.

Substantivo com valor de adjetivo
Um substantivo empregado como adjetivo (derivação imprópria) não varia.
mulher monstro, mulheres monstro, blusa vinho, blusas vinho

Possível
A palavra possível, quando acompanha expressões superlativas tais como o mais, a menos, o melhor, a pior, os maiores, as menores, varia conforme o artigo que integra essas expressões.

Quero um carro o mais barato possível.
Comprou alimentos o menos caro possível.
Recebemos a melhor notícia possível.
Vestia roupas as mais modernas possíveis.
Dirigiu-lhe os maiores elogios possíveis.
As previsões eram as piores possíveis.

OBS.: A expressão quanto possível é invariável.
Proporcionou-lhes conforto quanto possível.
Obteve informações quanto possível.


Particípios
Os particípios concordam normalmente com o substantivo a que se referem.

Iniciado o trabalho, todos saíram.
Iniciados os trabalhos, todos saíram.
O material foi comprado pelo pedreiro.
A aula foi iniciada pelo professor.
Iniciada a aula, o professor fez a chamada.
Iniciadas as aulas, os professores fizeram a chamada.
Os materiais foram comprados pelo pedreiro.
As aulas foram iniciadas pelo professor.


OBS.: Quando o particípio integra um tempo composto conjugado na voz ativa, permanece invariável.
O professor tinha iniciado a aula.
A professora tinha iniciado a aula.
Os professores tinham iniciado a aula.
As professoras tinham iniciado a aula.


Concordância Ideológica
Muitas vezes a concordância não é feita com a forma gramatical das palavras, mas com a ideia ou o sentido que está subentendido nelas. A esse tipo de concordância dá-se o nome de concordância ideológica ou silepse.

A dinâmica e populosa São Paulo continua sofrendo com as enchentes.
(silepse de gênero: subentende-se a cidade de São Paulo)

Os brasileiros lamentamos a derrota do esquadrão canarinho.
(silepse de pessoa: subentende-se nós, os brasileiros)

Os Sertões conta a Guerra de Canudos.
(silepse de número: subentende-se a obra Os Sertões)